Categorias
Sem categoria

Militares planejam se manter no poder ‘com ou sem Bolsonaro’, diz coronel da reserva – BBC News Brasil

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-57447334

BBC News, Brasil

Militares planejam se manter no poder ‘com ou sem Bolsonaro’, diz coronel da reserva
Rafael Barifouse
Da BBC News Brasil em São Paulo
12 junho 2021

Com Bolsonaro, militares voltaram ao poder sem ruptura institucional

O coronel da reserva Marcelo Pimentel Jorge de Souza virou nos últimos anos uma das vozes mais críticas ao envolvimento das Forças Armadas na política.

Para explicar o porquê, ele conta sobre uma conversa que teve com um tenente sobre como vários dos colegas com quem tinha servido estavam no governo.

“O tenente disse: ‘É, realmente, houve um aparelhamento, mas o outro lado, quando governava, fazia o mesmo’. Na hora nem percebi, mas depois vi que ele pensa que os militares têm um lado. Isso é errado”, diz o coronel Pimentel à BBC News Brasil.


Nascido em uma família de militares e formado pela turma de 1987 da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), Pimentel diz que isso vai contra tudo pelo que ele trabalhou até deixar a ativa, em 2018.



“Estão destruindo a muralha que minha geração construiu entre as Forças Armadas e o governo, entre o militar e a política”, diz o coronel de 54 anos. Se os militares tomam partido, “deixam de ter representatividade para defender o Brasil inteiro”, defende ele.


‘410 mil vidas me separam do presidente’: as críticas de Mandetta a
Pimentel avalia que essa mentalidade é cada vez mais comum entre os militares. Mas acredita que as baixas patentes estão apenas seguindo o exemplo que vem de cima, dos generais que formam o que Pimentel chama de “Partido Militar”.

Em sua visão, esse grupo, que comanda o Exército, encontrou no presidente Jair Bolsonaro (sem partido) uma forma de chegar ao Planalto sem uma ruptura institucional, como no golpe de 1964.

“Dos 17 generais que formam o Alto Comando do Exército, 15 exercem cargos de primeira ordem. Há militares tanto na administração direta, que é a Esplanada dos Ministérios, quanto nas empresas estatais, autarquias, órgãos de fiscalização.”

Ele diz ser por isso que ele chama o atual governo é um governo militar. “As pessoas não enxergam porque esse grupo chegou ao poder sem uma ruptura institucional, mas eles ocupam cabeça, tronco, membros, entranhas e alma desse governo.”

De volta ao comando do país, diz Pimentel, esses militares agora estão se preparando para se manter no poder, “com ou sem Bolsonaro”.



Pimentel diz que pegou emprestado de cientistas sociais o termo Partido Militar para falar desse grupo que decidiu se lançar na política.

Ele aponta que são militares formados na Aman nos anos 1970, em plena ditadura — como o próprio Bolsonaro. Tornaram-se generais no primeiro mandato de Lula, segundo Pimentel, e chegaram ao comando do Exército no governo Dilma.

“São generais da reserva em sua maioria, mas também da ativa. É um grupo bastante coeso, hierarquizado, disciplinado, com algumas características autoritárias e pretensões de poder até hegemônicas. Sua finalidade é manter o poder conquistado”, diz.

O grupo teria começado a se articular no início da década passada, segundo o coronel, em parte por causa das insatisfações com as conclusões da Comissão da Verdade sobre os crimes cometidos por militares na ditadura e o fato do país ser governado por Dilma Rousseff (PT), uma ex-guerrilheira.

Ao mesmo tempo, a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti aproximou as Forças Armadas brasileiras e americanas.

“Estabeleceram-se relações pessoais entre os generais brasileiros e americanos. O lazer das tropas era na Flórida, em Nova York, em Washington. Esses oficiais viram como o cidadão americano tratava o militar. olhavam para cá e não sentiam que o brasileiro valorizava, né?”, comenta Pimentel.

O coronel diz que foi esse grupo que procurou Bolsonaro e não o contrário. Não teria sido por acaso, portanto, que o presidente lançou sua candidatura na Aman, ainda em 2014.

“Nós temos que mudar o Brasil, tá ok?”, disse Bolsonaro na época, diante de um grupo de aspirantes que o chamavam de “líder” — um registo do encontro está no canal no YouTube de Carlos Bolsonaro, filho do presidente.

“Alguns vão morrer pelo caminho, mas estou disposto em 2018, seja o que Deus quiser, a tentar jogar para a direita este país.”

“Parece até que ele estava vaticinando o que ia acontecer na presidência dele”, diz Pimentel, que é um crítico antigo do presidente.



‘Partido Militar vai estar no segundo turno do ano que vem’
O coronel diz que, em algum momento do primeiro mandato de Dilma foi fechado um acordo em torno da candidatura de Bolsonaro. Ele afirma ter acompanhado de perto a transformação da imagem do então deputado federal entre as tropas.

“Em 2015, eu fui a uma formatura na Aman, e Bolsonaro era simplesmente o maior astro. Como um camarada que tinha saído do Exército pela porta dos fundos tinha sido de repente convertido em mito?”, questiona.

“Essa candidatura foi muito bem pensada, planejada, e foi usada muita história de cobertura para disfarçar o envolvimento desse grupo, como aquela novela (da escolha) do vice. Falaram no Magno Malta, no príncipe (Luiz Phelippe de Orleans e Bragança), na Janaína Paschoal, mas a única dúvida era se seria o (general Augusto) Heleno ou o (general Hamilton) Mourão.”

A idade avançada de Heleno acabou sendo decisiva, e Mourão foi o escolhido, completa o coronel. A chapa Bolsonaro-Mourão venceu as eleições, e o Partido Militar ocupou o governo e a máquina pública, diz Pimentel.



O coronel diz que o mesmo grupo agora está se preparando para continuar no poder. “Repito: com ou sem o atual presidente da República”, pontua.

Ele calcula que uma possibilidade passa por Mourão — “podendo ser ele o cabeça de chapa” — ou pelo general Santos Cruz, “como o candidato de uma frente ampla”.

Pimentel atuou junto com Santos Cruz em 2016 em um grupo de trabalho do Estado Maior do Exército que era supervisionado pelo coronel, ainda na ativa, e orientado pelo general, que já estava na reserva.

Santos Cruz assumiu a Secretaria de Governo de Bolsonaro em novembro de 2018 e foi demitido sete meses depois, após ataques de apoiadores do presidente. Ele tem mantido uma intensa agenda pública desde então.

“Talvez o Mourão passe para o segundo turno. Talvez seja o Santos Cruz”, especula Pimentel. “Mas o Partido Militar vai estar no segundo turno no ano que vem.”





‘Fui chamado de esquerdopata e comunista’
Pimentel diz que a ida do general Eduardo Pazuello para o Ministério da Saúde foi um erro de cálculo do Partido Militar. “As curvas estavam caindo na Europa e na Ásia, e ninguém sabia que haveria ondas, pensava-se que seria um surto”, diz o coronel.

“Tentaram fazer uma publicidade da capacidade do Exército brasileiro de resolver problemas, pensando que os nossos números também iam cair, e quem estaria à frente do ministério seria um general da ativa vendido como o rei da logística.”

Mas a pandemia se agravou, e Pazuello deixou o ministério em março passado muito criticado e sendo investigado por causa do colapso do sistema de saúde em Manaus.

Mas Pazuello não se afastou de Bolsonaro — pelo contrário. Virou secretário do presidente da República e discursou em um ato em apoio a Bolsonaro.



A decisão do Exército de não punir Pazuello por ter participado da manifestação é mais um exemplo da politização das Forças Armadas e mostra que elas “têm um lado”, diz Pimentel.

O regimento militar veda manifestações políticas por quem está na ativa. “Mas isso só vale para manifestações contra o presidente ou vale para qualquer manifestação política?”, questiona o coronel.

A depender dessa resposta, diz ele, o Exército brasileiro estará assumindo uma posição política. “Ficou estranha essa decisão, porque com indisciplina não se transige. É a base da instituição.”

O comando do Exército concordou com os argumentos do ex-ministro da Saúde e do presidente de que a manifestação não foi um ato político e que por isso o general não cometeu nenhuma transgressão.

“Dizer isso é uma ofensa com a inteligência média do indivíduo”, diz Pimentel.

O próprio coronel foi punido por ter protestado em uma rede social contra a “bolsonarização” do Exército e o fato do governo federal tratar 1964 como uma revolução e não um golpe.

Tudo isso aconteceu quando ele já estava na reserva, em 2019, e a lei garante o direito a manifestações políticas a estes militares. Por isso, Pimentel diz que suas punições foram ilegais. “Isso me abalou muito”, diz.



Coronel Marcelo Pimentel está na reserva desde 2018

“Sofri uma tentativa de intimidação, uma censura. Mas, se eu fui punido por uma manifestação que pouca gente viu, o que dizer de um general da ativa em uma manifestação claramente política? Isso só torna a minha punição ainda mais injusta.”

O coronel diz que seus posicionamentos — ele declarou voto em Fernando Haddad (PT) no segundo turno da última eleição e, “no primeiro, votei no Ciro Gomes (PDT)” — e as críticas que faz ao atual governo e ao Exército tem lhe rendido alguns problemas com amigos e na família.

“Sofro muitos ataques. Fui chamado de (Carlos) Lamarca, de esquerdopata, de comunista, embora nunca tivesse votado no PT antes daquela eleição. Fiz isso porque queria evitar tudo que está acontecendo agora”, conta ele.

O coronel diz que faz isso para “despertar a consciência crítica” dos militares, especialmente os mais jovens.

“A minha geração está politizada, eu já perdi a esperança que ela vá romper com esse processo. Quero que as próximas gerações vejam que não é esse o caminho e que a gente tem que ocupar o lugar que a Constituição nos reservou.”

.

Categorias
Sem categoria

Assista a “Putin filmado no avião a caminho do encontro de Genebra com Biden” no YouTube

Categorias
Sem categoria

Biden: é a vez dele ?? Flashcards POTUS geram especulação – e provocação – sobre seu conteúdo



No histórico encontro cara a cara entre os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos – o primeiro desses eventos desde 2018 – o uso de flashcards por Joe Biden não passou despercebido para o twitterati de olhos de águia.

Capturas de tela da mão de Biden procurando por suas anotações enquanto Putin estava em plena atividade levaram a todos os tipos de sugestões, desde “bidenismos” até a falsa surpresa de que eles não eram (pelo que sabemos!) Cartuns de alfabetização infantil!

O que VOCÊ acha que ele tinha sobre eles?

Categorias
Sem categoria

Após a cúpula de Genebra, Biden mostra que sua preferência por narrativas de fantasia se estende além dos EUA para a Rússia também – RT Op-ed

https://www.rt.com/op-ed/526773-biden-geneva-summit-russia-fantasy/

Eu não sabia na época, mas Biden realmente tinha um teleprompter em execução na entrevista coletiva em Genebra – que ele queria separadamente de Putin, para que pudesse ser planejado e controlado. Ele até reconheceu que invocaria a lista de nomes que “eles” (seus manipuladores) lhe deram. O corpo de imprensa da Casa Branca não se importou, cães de colo do Império como são. A única coisa que queriam de Biden era fogo e enxofre sobre o “assassino do mal, Putin”.

Infelizmente para eles, ele não cumpriu. Em vez disso, houve muita confissão freudiana por meio da projeção e da admissão de que sua compreensão da Rússia depende dos “especialistas” da terra dos think-tank (você sabe, as pessoas que estão catastroficamente e totalmente erradas há décadas).

Minha opinião sobre a apresentação de Biden é que ela ilumina ainda mais sua confiança e preferência pela Narrativa em relação à realidade. Talvez porque seus manipuladores pensem que podem controlá-lo, controlando a cobertura da mídia e a própria linguagem. Muito orwelliano da parte deles, de fato.

O que não consegui abordar no artigo, porque estava ficando sem espaço, foi sua insinuação de que os EUA querem um confronto entre a Rússia e a China – outro ponto de discussão dos think-tankers de DC, mas que não é fundamentado na realidade em tudo. Biden está literalmente reciclando a política externa de Richard Nixon, desde a época em que ele foi eleito para o Senado, meio século atrás, e pensando que funcionará novamente. Eu perguntaria se alguém quer contar a ele, mas … de que adianta?

Categorias
Sem categoria

A Síria tem sido realmente um local de guerra mundial, seu voto pela paz e contra a interferência estrangeira deve ser respeitado – RT Op-ed

https://www.rt.com/op-ed/525265-syria-war-vote-foreign-peace/

Syria’s Truly Been a Site of World War – MLToday

A Síria foi realmente um local de guerra mundial

Por Dan Kovalik
31 de maio de 2021 RT.com

Elegendo Assad para outro mandato, os sírios fizeram uma escolha imperfeita, mas racional, preferindo seu próprio líder a combatentes estrangeiros e governos que arruinaram seu país.Após 10 anos de guerra brutal, os sírios expressaram seu alívio, independência e desafio nas eleições presidenciais em 26 de maio. Com 78% de comparecimento às urnas, os sírios reelegeram Bashar Assad como presidente contra seus dois rivais. Embora o Ocidente tenha chamado essas eleições de uma “farsa” e tenha deixado claro de antemão que não reconheceria o resultado, essas eleições não podem ser rejeitadas tão facilmente.Estive na Síria na semana passada em uma delegação internacional de apuração de fatos. Nossa delegação ficou em Damasco, mas também visitou Douma, Jobar, Maaloula, Saidnaya e o campo de refugiados palestinos de Yarmouk. Testemunhamos a devastação que a guerra causou. Como outras cidades e vilas por toda a Síria, Douma, Jobar e Yarmouk foram em grande parte reduzidos a escombros por anos de combate entre as forças armadas sírias e vários grupos de milícia armados que surgiram nessas cidades literalmente da noite para o dia e rapidamente os tomaram. Descemos nos sofisticados túneis reforçados com aço, que grupos extremistas armados construíram em todo o país. Esses túneis, pelos quais se pode literalmente dirigir um caminhão, duram quilômetros. Como várias testemunhas nos explicaram, eles permitiram que esses grupos entrassem nas cidades sem serem vistos e começassem seu reinado de terror no qual matavam moradores por pequenas infrações; outros aprisionados, forçando-os a cavar mais túneis; e mulheres estupradas.Embora a grande imprensa do Ocidente tenha retratado o conflito de 10 anos apenas como um conflito entre as forças armadas sírias e a população civil, e como resultado de manifestações pacíficas contra o governo em 2011, isso simplesmente não é verdade. Em vez disso, parece que esta guerra contra a Síria foi planejada com anos de antecedência, envolvendo combatentes estrangeiros fortemente apoiados por outras nações, incluindo os EUA, Arábia Saudita, Israel, os Emirados Árabes Unidos e a Turquia.Em suma, a Síria foi realmente o local de uma guerra mundial retratada de forma manipuladora simplesmente como um conflito civil interno. Por dizer isso, certamente serei chamado de todos os tipos de nomes, como “teórico da conspiração”, “Assadista” ou simplesmente louco. No entanto, são aqueles que lançam tais pejorativos que estão assumindo uma posição que é fantástica demais para acreditar.
Já em 2007, o jornalista premiado com o Pulitzer Seymour Hersh escrevia sobre o apoio dos Estados Unidos a grupos extremistas na Síria. Em seu artigo ‘ The Redirection ‘, ele declarou: “Os EUA… participaram de operações clandestinas destinadas ao Irã e a seu aliado, a Síria. Um subproduto dessas atividades foi o fortalecimento de grupos extremistas sunitas que defendem uma visão militante do Islã e são hostis à América e simpatizantes da Al-Qaeda ”.

Isso é consistente com as revelações do general americano Wesley Clark, que escreveu sobre os planos dos EUA, que remontam a 2001, de “tirar sete países” do Oriente Médio e do norte da África, começando com o Iraque e a Síria, depois o Líbano, a Líbia, Somália e Sudão, e terminando com o Irã. ”

Enquanto isso, o que nos foi dito por pessoas na Síria é que 2010 – um ano antes do início dos problemas – foi aparentemente o início de tempos melhores para a Síria, com a economia prosperando e o presidente Assad facilitando as medidas de segurança interna no interesse de se concentrar na continuação da construção da economia.
Então, em 2011, os EUA, aparentemente como parte de seu grande plano de levar uma marreta a sete nações soberanas, lideraram a operação da OTAN contra a Líbia. Esta operação deixou a Líbia em frangalhos, dividida entre facções de guerreiros guerreiros e tão degradada que agora escravos estão sendo vendidos em mercados públicos.

Mas houve outro resultado também, que ninguém nega – que milhares de jihadistas com os quais a OTAN fez parceria para derrubar o governo de Kadafi da Líbia começaram a se espalhar para outros países, incluindo a Síria , para tentar repetir sua terrível vitória na Líbia. Como um autor coloca de forma sucinta, “depois que a guerra civil estourou lá [Síria] no início de 2011, ao mesmo tempo que na Líbia, esta se tornou um centro de facilitação e treinamento para cerca de 3.000 combatentes em seu caminho para a Síria, muitos dos quais juntou-se ao afiliado da Al-Qaeda, Jabhat al-Nusra, e ao afiliado ao Estado Islâmico Katibat al-Battar al-Libi (KBL), que foi fundado por militantes da Líbia. ”

Enquanto isso, terroristas invadiram a Síria com a ajuda de outros países, como o então vice-presidente Joe Biden mais tarde condenaria. Assim, como relata o Washington Post , Biden lamentou já em 2014 que:

Nossos aliados na região eram nosso maior problema na Síria. Os turcos eram grandes amigos e eu tenho um ótimo relacionamento com Erdogan, [com quem] acabei de passar muito tempo, [e] com os sauditas, os Emirados, etc. O que eles estavam fazendo? Eles estavam tão determinados a derrubar Assad e, essencialmente, ter uma guerra entre sunitas e xiitas por procuração, o que eles fizeram? Eles despejaram centenas de milhões de dólares e dezenas de toneladas de armas em qualquer um que lutasse contra Assad – exceto que as pessoas que estavam sendo fornecidas, [eles] eram al-Nusra e al-Qaeda, e os elementos extremistas dos jihadistas que estavam vindo de outras partes do mundo. Agora, você acha que estou exagerando? Dê uma olhada. Para onde foi tudo isso? Então agora isso está acontecendo, de repente, todo mundo está acordado porque esse grupo chamado ISIL, que era a Al-Qaeda no Iraque, quando eles foram essencialmente expulsos do Iraque, encontrou um espaço aberto e território no [leste] Síria, [e eles ] trabalhar com al-Nusra, que declaramos um grupo terrorista no início. E não conseguimos convencer nossos colegas a parar de fornecê-los.
Biden também admitiu que , apesar da alegação de longa data dos EUA de que apoiava “rebeldes moderados” na Síria, não havia de fato “‘nenhum meio moderado’ na guerra civil síria”.

Enquanto isso, os EUA continuam a ocupar aproximadamente um terço do território sírio, e isso acontece em áreas críticas que contêm os principais suprimentos de petróleo da Síria, e os EUA têm ilegalmente obtido lucros com este petróleo enquanto a economia síria entrou em colapso e as pessoas conseqüentemente sofreu.

É neste contexto que acabam de ocorrer as eleições presidenciais na Síria. É minha firme convicção, depois de testemunhar a empolgação de muitos com as eleições e o júbilo que acompanharam os resultados, que estas eleições refletem a vontade do povo sírio. Quaisquer que sejam as causas do conflito que começou em 2011 – e há alguma controvérsia sobre os eventos desencadeadores desse conflito, como mostra um relatório inicial da equipe de observadores da Liga Árabe – o povo, apresentado com a escolha entre Assad por um lado, e os extremistas violentos, por outro lado, escolheram Assad. Mais uma vez, Biden como vice-presidente deixou claro que essa, de fato, tem sido a única escolha há pelo menos algum tempo.

Eles escolheram seu próprio líder sírio em vez de combatentes estrangeiros e governos estrangeiros que invadiram suas terras e trouxeram muitas de suas cidades à ruína. Em um país antigo e pluralista com numerosas religiões, eles escolheram um governo secular em vez de forças religiosas extremistas que se propuseram a criar um califado no qual uma religião única e extrema – se é que se podia chamar assim – reinaria. Eles escolheram uma nação única e soberana em vez da intervenção estrangeira e da divisão fatal. Em suma, eles fizeram a única escolha, embora imperfeita, que as pessoas racionais e que se respeitam fariam.O mundo deve honrar esta escolha e permitir ao povo sírio a paz, a soberania nacional e a chance de reconstruir sua nação destruída._______
Daniel Kovalik ensina Direitos Humanos Internacionais na Escola de Direito da Universidade de Pittsburgh e é o autor do recém-lançado No More War: How the West Violates Law International Law usando intervenção “humanitária” para promover interesses econômicos e estratégicos .

Compartilhar:

Categorias
Sem categoria

Assista a “Joe Biden Says The Dumbest Thing He’s Ever Said” no YouTube

Categorias
Sem categoria

Assista a “The End of American Exceptionalism” no YouTube

Categorias
Sem categoria

Declarações de Putin / Biden após a cúpula

http://thesaker.is/statements-after-putin-biden-summit/

Declarações após a cúpula de Putin / Biden
Hotel du Parc des Eaux-Vives
Genebra, Suíça. As consultas russo-americanas começaram com uma reunião de formato restrito que incluiu o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken.

Depois disso, as conversas continuaram em um formato expandido.

Após a cúpula, a Declaração Conjunta Presidencial EUA – Rússia sobre Estabilidade Estratégica foi adotada.

Declaração Conjunta Presidencial EUA – Rússia sobre Estabilidade Estratégica
16 de junho de 2021
Nós, Presidente dos Estados Unidos da América Joseph R. Biden e Presidente da Federação Russa Vladimir Putin, observamos que os Estados Unidos e a Rússia demonstraram que, mesmo em períodos de tensão, eles são capazes de fazer progressos em nossos objetivos comuns de garantir previsibilidade na esfera estratégica, reduzindo o risco de conflitos armados e a ameaça de guerra nuclear.

A recente extensão do Novo Tratado START exemplifica nosso compromisso com o controle de armas nucleares. Hoje, reafirmamos o princípio de que uma guerra nuclear não pode ser vencida e nunca deve ser travada.

Consistente com esses objetivos, os Estados Unidos e a Rússia embarcarão juntos em um Diálogo de Estabilidade Estratégica bilateral integrado em um futuro próximo, que será deliberado e robusto. Por meio desse Diálogo, buscamos estabelecer as bases para futuras medidas de controle de armas e redução de risco.

http://en.kremlin.ru/supplement/5658


Presidente Putin: Perguntas e respostas em entrevista coletiva após as negociações entre Rússia e EUA


Presidente da Rússia, Vladimir Putin : Amigos,



Boa tarde.

Estou ao seu dispor. Acho que não há necessidade de longos comentários iniciais, uma vez que todos estão familiarizados com os tópicos de discussão em geral: estabilidade estratégica, segurança cibernética, conflitos regionais e relações comerciais. Também cobrimos a cooperação no Ártico. Isso é basicamente o que discutimos.

Com isso, responderei suas perguntas.

Pergunta : Boa noite,

Talvez você possa citar os tópicos que foram discutidos de maneira mais detalhada? Em particular, a Ucrânia é de grande interesse. Em que contexto foi abordado, foi discutida a situação em Donbass e a possibilidade de a Ucrânia aderir à OTAN?

Mais uma coisa: antes das conversas, havia grande expectativa sobre o retorno dos embaixadores dos dois países às suas respectivas capitais. Em particular, seu assistente, Yury Ushakov, disse que isso era possível. Essas decisões foram tomadas? Como foram as palestras em geral?

Obrigada.

Vladimir Putin : Com relação aos embaixadores que retornam a seus postos – o embaixador dos Estados Unidos em Moscou e o embaixador da Rússia em Washington, concordamos nesse assunto e eles retornarão aos seus postos de trabalho permanentes. Quando exatamente – amanhã ou depois de amanhã – é uma questão puramente técnica.

Também concordamos que o Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa e o Departamento de Estado dos EUA iniciariam consultas sobre toda a gama de cooperação na via diplomática. Há coisas para discutir e um enorme acúmulo [de questões não resolvidas] se acumulou. Acho que ambos os lados, incluindo o lado americano, estão empenhados em buscar soluções.

Com relação à Ucrânia, de fato, esta questão foi abordada. Não posso dizer que foi feito em detalhes, mas pelo que entendi o presidente Biden, ele concordou que os acordos de Minsk deveriam ser a base para um acordo no sudeste da Ucrânia.

Quanto à possível adesão da Ucrânia à OTAN, esta questão foi abordada de passagem. Suponho que não haja nada a ser discutido a esse respeito.

Era assim em termos gerais.

Pergunta : Senhor Presidente, o senhor disse que a estabilidade estratégica era um dos tópicos. Você poderia nos contar com mais detalhes quais decisões foram tomadas sobre esse assunto? A Rússia e os Estados Unidos retomarão ou iniciarão negociações sobre estabilidade estratégica e desarmamento e, em particular, sobre o Novo Tratado START? Eles planejam iniciar negociações sobre a extensão do Novo START, talvez revisando seus parâmetros ou assinando um novo tratado?

Obrigada.

Vladimir Putin : Os Estados Unidos e a Federação Russa têm responsabilidade especial pela estabilidade estratégica global, pelo menos porque somos as duas maiores potências nucleares – em termos de quantidade de munições e ogivas, o número de veículos de entrega, o nível de sofisticação e qualidade das armas nucleares. Temos consciência dessa responsabilidade.

Acho que é óbvio para todos que o presidente Biden tomou uma decisão responsável e, acreditamos, oportuna de prorrogar o Novo START por cinco anos, ou seja, até 2024.

Claro, seria natural perguntar o que vem a seguir. Concordamos em iniciar consultas interdepartamentais sob a égide do Departamento de Estado dos EUA e do Ministério das Relações Exteriores da Rússia. Os colegas determinarão em nível de trabalho a organização dessas delegações, os locais e a frequência das reuniões.

Pergunta : Olá, Matthew Chance da CNN. Muito obrigado por me dar esta pergunta.

Em primeiro lugar, você poderia caracterizar a dinâmica entre você e o presidente Biden? Foi hostil ou amigável?

E em segundo lugar, ao longo dessas conversas, você se comprometeu a parar de realizar ataques cibernéticos nos Estados Unidos? Você se comprometeu a parar de ameaçar a segurança da Ucrânia? E você se comprometeu a parar de reprimir a oposição na Rússia?

Vladimir Putin: Vou começar com uma avaliação geral. Acredito que não houve hostilidade alguma. Pelo contrário. Nosso encontro foi, é claro, de princípios, e nossas posições divergem em muitos assuntos, mas ainda acho que nós dois demonstramos disposição para nos entender e buscar formas de aproximar nossas posições. A conversa foi bastante construtiva.

Quanto à segurança cibernética, concordamos em iniciar consultas sobre este assunto. Eu considero isso muito importante.

Agora, sobre os compromissos que cada lado deve assumir. Eu gostaria de falar sobre coisas que são geralmente conhecidas, mas não para o público em geral. Fontes americanas – simplesmente tenho medo de confundir os nomes das organizações (o senhor Peskov os dará a você mais tarde) – disseram que a maioria dos ataques cibernéticos no mundo vêm do ciberespaço dos Estados Unidos. Canadá é o segundo. É seguido por dois países latino-americanos e depois pelo Reino Unido. Como você pode ver, a Rússia não está na lista dos países de cujo ciberespaço se originam a maioria dos ataques cibernéticos. Este é o primeiro ponto.

Agora, o segundo ponto. Em 2020, recebemos 10 consultas dos Estados Unidos sobre ataques cibernéticos a instalações americanas – como dizem nossos colegas – do ciberespaço russo. Mais dois pedidos foram feitos este ano. Nossos colegas receberam respostas exaustivas a todos eles, tanto em 2020 como neste ano.

Por sua vez, a Rússia enviou 45 consultas à agência americana relevante no ano passado e 35 consultas no primeiro semestre deste ano. Ainda não recebemos uma única resposta. Isso mostra que temos muito que trabalhar.

A questão de quem, em que escala e em que área deve assumir compromissos deve ser resolvida durante as negociações. Concordamos em iniciar essas consultas. Acreditamos que a segurança cibernética é extremamente importante no mundo em geral, para os Estados Unidos em particular, e na mesma medida para a Rússia.

Por exemplo, estamos cientes dos ataques cibernéticos à empresa de dutos nos Estados Unidos. Também sabemos que a empresa teve que pagar 5 milhões aos cibercriminosos. De acordo com minhas informações, uma parte do dinheiro foi devolvida das carteiras eletrônicas. O que as autoridades públicas da Rússia têm a ver com isso?

Enfrentamos as mesmas ameaças. Por exemplo, houve um ataque ao sistema público de saúde de uma grande região da Federação Russa. Claro, vemos de onde vêm os ataques e que essas atividades são coordenadas a partir do ciberespaço dos Estados Unidos. Não creio que os Estados Unidos, autoridades oficiais dos Estados Unidos, estejam interessados neste tipo de manipulação. O que precisamos fazer é descartar todas as teorias da conspiração, sentar no nível de especialistas e começar a trabalhar nos interesses dos Estados Unidos e da Federação Russa. Em princípio, concordamos com isso e a Rússia está disposta a fazê-lo.

Dê a eles um microfone – parte da pergunta ficou sem resposta.

Comentário : Correto e muito obrigado por ter voltado para mim, senhor.

Portanto, havia duas outras partes da pergunta. A primeira é: você se comprometeu nessas reuniões a parar de ameaçar a Ucrânia? Lembre-se de que a razão pela qual essa cúpula foi convocada em primeiro lugar, ou o momento dela, foi quando a Rússia estava reunindo muitas forças perto da fronteira. E a segunda parte da pergunta, a terceira parte da pergunta era: você se comprometeu a parar sua repressão contra os grupos de oposição dentro da Rússia liderados por Alexei Navalny?

Vladimir Putin : Eu não ouvi essa parte da pergunta – ou não foi traduzida ou você apenas decidiu fazer uma segunda pergunta.

No que diz respeito às nossas obrigações em relação à Ucrânia, temos apenas uma obrigação que é facilitar a implementação dos Acordos de Minsk. Se o lado ucraniano estiver disposto a isso, seguiremos esse caminho, sem perguntas.

A propósito, gostaria de observar o seguinte. Em novembro de 2020, a delegação ucraniana apresentou seus pontos de vista sobre como estava planejando implementar os Acordos de Minsk. Por favor, dê uma olhada nos Acordos de Minsk – eles não são um documento confidencial. Dizem que, em primeiro lugar, é necessário apresentar propostas sobre a integração política do Donbass no sistema jurídico ucraniano e na Constituição. Para isso, é preciso reformar a Constituição – isso está explicitado nos acordos. Este é o primeiro ponto. E, em segundo lugar, a fronteira entre a Federação Russa e a Ucrânia ao longo da linha Donbass começará a ser ocupada pelas tropas da fronteira da Ucrânia no dia seguinte ao das eleições – Artigo 9.

O que a Ucrânia inventou? O primeiro passo proposto era transferir as Forças Armadas da Ucrânia de volta aos seus postos permanentes. O que isto significa? Isso significa que as tropas ucranianas entrariam no Donbass. Este é o primeiro ponto. Em segundo lugar, eles propuseram o fechamento da fronteira entre a Rússia e a Ucrânia nesta área. Terceiro, eles propuseram a realização de eleições três meses após essas duas etapas.

Você não precisa de um histórico jurídico ou de qualquer treinamento especial para entender que isso não tem nada a ver com os Acordos de Minsk. Isso contradiz completamente os Acordos de Minsk. Portanto, que tipo de obrigações adicionais a Rússia pode assumir? Acho que a resposta é clara.

Com relação aos exercícios militares, nós os conduzimos em nosso território, assim como os Estados Unidos realizam muitos de seus exercícios em seu território. Mas não estamos trazendo nosso equipamento e pessoal para mais perto das fronteiras dos Estados Unidos da América quando conduzimos nossos exercícios. Infelizmente, é isso que nossos parceiros americanos estão fazendo agora. Então, o lado russo, não o lado americano, deveria se preocupar com isso, e isso também precisa ser discutido, e nossas respectivas posições deveriam ser esclarecidas.

Com relação à nossa oposição não sistêmica e ao cidadão que você mencionou, em primeiro lugar, essa pessoa sabia que estava violando a legislação russa aplicável. Ele precisava verificar com as autoridades como alguém que foi duas vezes condenado a uma pena suspensa de prisão. Totalmente ciente do que estava fazendo, quero enfatizar isso, e desconsiderando essa exigência legal, este senhor foi ao exterior para tratamento médico, e as autoridades não pediram que ele se registrasse enquanto ele estava em tratamento. Assim que ele saiu do hospital e postou seus vídeos online, os requisitos foram reinstaurados. Ele não apareceu; ele desrespeitou a lei – e foi colocado na lista de procurados. Ele sabia disso voltando para a Rússia. Acredito que ele decidiu deliberadamente ser preso. Ele fez o que queria fazer. Então, o que há para ser discutido?

No que diz respeito a pessoas como ele e à oposição sistêmica em geral, infelizmente, o formato de uma coletiva de imprensa impede uma discussão detalhada, mas eu gostaria de dizer o seguinte. Olha, acho que não vou falar nada complicado, vai ficar claro para todos. Se você achar que é possível transmitir essa mensagem objetivamente aos seus telespectadores e ouvintes, eu ficaria muito grato a você.

Então, os Estados Unidos declararam a Rússia um inimigo e um adversário. O Congresso fez isso em 2017. A legislação dos EUA foi alterada para incluir disposições que os Estados Unidos devem manter as regras de governança democrática e a ordem em nosso país e apoiar as organizações políticas. Isso está em sua lei, a lei dos EUA. Agora vamos nos fazer uma pergunta: se a Rússia é um inimigo, que tipo de organização os Estados Unidos apoiarão na Rússia? Acho que não são os que fortalecem a Federação Russa, mas os que a impedem, já que esse é o objetivo dos Estados Unidos, algo que está sendo anunciado publicamente. Portanto, essas são as organizações e as pessoas que contribuem para a implementação da política dos Estados Unidos para a Rússia.

Como devemos nos sentir sobre isso? Acho que está claro: devemos ser cautelosos. Mas agiremos exclusivamente dentro da estrutura da lei russa.

A transcrição deve ser continuada.

Discurso do presidente Biden na coletiva de imprensa pós-cúpula
https://www.whitehouse.gov/briefing-room/speeches-remarks/2021/06/16/remarks-by-president-biden-in-press-conference-4/

16 de junho de 2021 • Discursos e comentários
Hôtel du Parc des Eaux-Vives
Genebra, Suíça

19h20 CEST

(Há algum sangramento francês no início do áudio por alguns momentos)


JOE BIDEN: Foi um longo dia para todos vocês. (Risos.) Eu sei que foi fácil entrar na – na pré-reunião. Não houve problema em passar por aquelas portas, foi – houve?Enfim, olá a todos. Bem, acabei de terminar a – a última reunião da longa viagem desta semana, a Cúpula Rússia-EUA.E eu sei que houve muito entusiasmo em torno desta reunião, mas é muito simples para mim – a reunião. Um, não há substituto, como aqueles de vocês que me cobriram por um tempo sabem, para um diálogo face a face entre líderes. Nenhum. E o presidente Putin e eu tínhamos – compartilhamos a responsabilidade única de administrar o relacionamento entre dois países poderosos e orgulhosos – um relacionamento que deve ser estável e previsível. E deve ser capaz de – devemos ser capazes de cooperar onde for do nosso interesse mútuo.E onde temos diferenças, eu queria que o presidente Putin entendesse por que digo o que digo e por que faço o que faço, e como responderemos a tipos específicos de ações que prejudicam os interesses dos Estados Unidos.Agora, eu disse ao presidente Putin que minha agenda não é contra a Rússia ou qualquer outra pessoa; é para o povo americano: lutando contra o COVID-19; reconstruindo nossa economia; restabelecendo nossos relacionamentos em todo o mundo com nossos aliados e amigos; e protegendo nosso povo. Essa é minha responsabilidade como presidente.Eu também disse a ele que nenhum presidente dos Estados Unidos poderia manter a fé com o povo americano se ele não falasse em defesa de nossos valores democráticos, para lutar pelos direitos universais e liberdades fundamentais que todos os homens e mulheres têm, em nossa opinião . Isso é apenas parte do DNA do nosso país.Então, os direitos humanos sempre estarão em jogo, eu disse a ele. Não se trata apenas de ir atrás da Rússia quando eles violam os direitos humanos; é sobre quem somos. Como poderia ser o Presidente dos Estados Unidos da América e não falar abertamente contra a violação dos direitos humanos?Eu disse a ele que, ao contrário de outros países, incluindo a Rússia, somos unicamente o produto de uma ideia. Você já me ouviu dizer isso antes, de novo e de novo, mas vou continuar dizendo. Que ideia é essa? Não derivamos nossos direitos do governo; nós os possuímos porque nascemos – ponto final. E nós os entregamos a um governo.E então, no fórum, eu disse a ele que é por isso que vamos levantar nossas preocupações sobre casos como Aleksey Navalny. Deixei claro para o presidente Putin que continuaremos a levantar questões de direitos humanos fundamentais porque isso é o que somos, é o que somos. A ideia é: “Temos essas verdades evidentes por si mesmas que todos os homens e mulheres …” Não vivemos totalmente à altura disso, mas sempre ampliamos o arco do compromisso e incluímos cada vez mais pessoas.E eu levantei o caso de dois cidadãos americanos presos injustamente: Paul Whelan e Trevor Reed.Também abordei a capacidade de operação da Rádio Europa Livre e da Rádio Liberdade e a importância da liberdade de imprensa e de expressão.Deixei claro que não toleraremos tentativas de violar nossa soberania democrática ou desestabilizar nossas eleições democráticas, e responderíamos.O resultado final é que eu disse ao presidente Putin que precisamos ter algumas regras básicas que todos possamos seguir.Eu também disse que há áreas em que existe um interesse mútuo de cooperarmos, para nosso povo – os povos russo e americano – mas também para o benefício do mundo e a segurança do mundo. Uma dessas áreas é a estabilidade estratégica.Você me perguntou muitas vezes o que eu iria discutir com Putin. Antes de vir, eu disse que só negocio com o indivíduo. E agora posso dizer a vocês o que eu pretendia fazer o tempo todo, que é discutir e levantar a questão da estabilidade estratégica e tentar estabelecer um mecanismo pelo qual lidemos com isso.Discutimos em detalhes os próximos passos que nossos países precisam para tomar medidas de controle de armas – os passos que precisamos tomar para reduzir o risco de conflito não intencional. E estou satisfeito por ele ter concordado hoje em lançar um diálogo bilateral de estabilidade estratégica – diplomático por dizer, reunir nossos especialistas militares e nossos – nossos diplomatas para trabalhar em um mecanismo que pode levar ao controle de armas novas, perigosas e sofisticadas que estão entrando em cena agora que reduzem os tempos de resposta, que aumentam as perspectivas de uma guerra acidental. E entramos em alguns detalhes do que eram esses sistemas de armas.Outra área em que passamos muito tempo foi a segurança cibernética e cibernética. Falei sobre a proposição de que certas infraestruturas críticas deveriam estar fora dos limites para ataques – ponto final – por meio da Internet ou de qualquer outro meio. Dei a eles uma lista, se não me engano – não a tenho diante de mim – 16 entidades específicas; 16 definida como infraestrutura crítica de acordo com a política dos EUA, desde o setor de energia até nossos sistemas de água.Claro, o princípio é uma coisa. Tem que ser apoiado pela prática. Os países responsáveis precisam tomar medidas contra os criminosos que conduzem atividades de ransomware em seu território.Portanto, concordamos em contratar especialistas em ambos os nossos – em nossos países para trabalhar em entendimentos específicos sobre o que está fora dos limites e acompanhar casos específicos originados em outros países – em qualquer um de nossos países.Há uma longa lista de outras questões em que nos dedicamos, desde a necessidade urgente de preservar e reabrir os corredores humanitários na Síria para que possamos obter alimentos – apenas alimentos simples e necessidades básicas para pessoas que estão morrendo de fome; como construí-lo e como é do interesse da Rússia e dos Estados Unidos garantir que o Irã – o Irã – não adquira armas nucleares. Concordamos em trabalhar juntos lá porque é tanto interesse – o interesse da Rússia quanto o nosso. E como podemos garantir que o Ártico continue sendo uma região de cooperação em vez de conflito.Peguei parte da entrevista coletiva do presidente – Putin, e ele falou sobre a necessidade de podermos ter algum tipo de modus operandi no qual tratássemos de garantir que o Ártico fosse, de fato, uma zona livre.E como cada um de nós pode contribuir para o esforço compartilhado de prevenir o ressurgimento do terrorismo no Afeganistão. É do interesse da Rússia não haver um ressurgimento do terrorismo no Afeganistão.Existem também áreas que são mais desafiadoras. Comuniquei o compromisso inabalável dos Estados Unidos com a soberania e integridade territorial da Ucrânia.Concordamos em buscar a diplomacia relacionada ao Acordo de Minsk. E compartilhei nossas preocupações sobre a Bielo-Rússia. Ele não discordou do que aconteceu; ele apenas tem uma perspectiva diferente do que fazer a respeito.Mas eu sei que você tem muitas perguntas, então deixe-me encerrar com isto: foi importante nos encontrarmos pessoalmente para que não haja engano ou deturpações sobre o que eu queria comunicar.Fiz o que vim fazer: número um, identificar áreas de trabalho prático que nossos dois países podem fazer para promover nossos interesses mútuos e também beneficiar o mundo.Segundo, comunique diretamente – diretamente – que os Estados Unidos responderão a ações que prejudiquem nossos interesses vitais ou os de nossos aliados.E terceiro, para definir claramente as prioridades de nosso país e nossos valores para que ele ouvisse diretamente de mim.E devo dizer que o tom de todas as reuniões – acho que foram um total de quatro horas – foi – foi bom, positivo. Não houve nenhuma – nenhuma ação estridente tomada. Onde discordamos – discordei, declarei onde estava. Onde ele discordou, ele afirmou. Mas não foi feito em uma atmosfera hiperbólica. Isso é muito do que está acontecendo.Ao longo da última semana, creio – espero – os Estados Unidos mostraram ao mundo que estamos de volta, ao lado de nossos Aliados. Reunimos nossos colegas democracias para fazerem compromissos combinados para enfrentar os maiores desafios que nosso mundo enfrenta.E agora estabelecemos uma base clara sobre como pretendemos lidar com a Rússia e a relação EUA-Rússia.Há mais trabalho pela frente. Não estou sugerindo que nada disso esteja feito, mas fizemos muitos negócios nesta viagem.E antes de responder às suas perguntas, quero dizer uma última coisa. Pessoal, vejam, é sobre – sobre como saímos daqui. Isso é – eu ouvi, novamente, uma parte significativa do que foi a entrevista coletiva do presidente Putin, e como ele apontou, trata-se de decisões práticas, diretas e sem sentido que devemos tomar ou não. Descobriremos nos próximos seis meses a um ano se temos ou não um diálogo estratégico importante. Vamos descobrir se trabalhamos para lidar com tudo, desde a libertação de pessoas em prisões russas ou não. Vamos descobrir se temos um acordo de segurança cibernética que começa a trazer alguma ordem.Porque, olhe, os países que mais provavelmente serão prejudicados – não fazer isso – são os principais. Por exemplo, quando falei sobre o oleoduto que o ciberespaço atingiu por US $ 5 milhões – aquele ransomware atingiu os Estados Unidos, olhei para ele e disse: “Bem, como você se sentiria se o ransomware assumisse os oleodutos dos seus campos de petróleo? ” Ele disse que importaria.Não se trata apenas de nosso interesse próprio; trata-se de um interesse próprio mútuo.Eu atendo suas perguntas. E como de costume, pessoal, eles me deram uma lista de pessoas para quem irei visitar.

Então, Jonathan, Associated Press.P Obrigado, senhor. A inteligência dos EUA disse que a Rússia tentou interferir nas duas últimas eleições presidenciais e que grupos russos estão por trás de hacks como o SolarWinds e alguns dos ataques de ransomware que você acabou de mencionar. Putin, em sua entrevista coletiva agora, não aceitou qualquer responsabilidade por qualquer mau comportamento. Seu predecessor optou por não exigir que Putin pare com essas interrupções. Então, o que é algo concreto, senhor, que você conseguiu hoje para evitar que isso aconteça novamente? E quais foram as consequências que você ameaçou?

JOE BIDEN: Se eu impedi que isso acontecesse novamente – ele sabe que vou agir, como fizemos quando – desta última vez. O que aconteceu foi: Nós, de fato, deixamos claro que não íamos continuar permitindo que isso continuasse. O resultado final foi que acabamos nos retirando – eles retiraram os embaixadores e fechamos algumas de suas instalações nos Estados Unidos etc. E ele sabe que existem consequências.Agora, veja, uma das consequências que eu sei – eu não sei; Eu não deveria dizer isso; é injusto da minha parte – suspeito que todos vocês podem pensar que não importa, mas tenho certeza de que é importante para ele – confiante de que é importante para ele e outros líderes mundiais de grandes nações: sua credibilidade mundial diminui.Vamos deixar claro: como seria se os Estados Unidos fossem vistos pelo resto do mundo como interferindo nas eleições diretamente de outros países, e todos soubessem disso? Como seria se nos engajássemos em atividades nas quais ele está envolvido? Isso diminui a posição de um país que está tentando desesperadamente garantir que se mantenha como uma grande potência mundial.E, portanto, não é apenas o que eu faço; são as ações que outros países tomam – neste caso, a Rússia – que são contrárias às normas internacionais. É o preço que pagam. Eles não são – eles não são capazes de ditar o que acontece no mundo. Existem outras nações de importância significativa – ou seja, os Estados Unidos da América são uma delas.

P Senhor presidente, basta seguir rapidamente o mesmo tema de consequências. Você disse, há pouco, que falou muito com ele sobre direitos humanos. O que você disse que aconteceria se o líder da oposição Aleksey Navalny morresse?

JOE BIDEN: Deixei claro para ele que acredito que as consequências disso seriam devastadoras para a Rússia.Voltarei ao mesmo ponto: o que você acha que acontece quando ele diz: “Não se trata de ferir Navalny”, isso – você sabe, todas as coisas que ele diz para racionalizar o tratamento de Navalny – e depois morre na prisão ?Salientei a ele que importa muito quando um país, na verdade – e eles me perguntaram por que eu achava que era importante continuar a ter problemas com o presidente da Síria. Eu disse: “Porque ele está violando uma norma internacional. É chamado de Tratado de Armas Químicas. Não é confiável. ”É uma questão de confiança. É sobre sua capacidade de influenciar outras nações de forma positiva.Olha, você gostaria de trocar nossa economia pela economia da Rússia? Você gostaria de trocar? E, por falar nisso, falamos sobre comércio. Não tenho nenhum problema em fazer negócios com a Rússia, desde que eles o façam com base nas normas internacionais. É do nosso interesse ver o povo russo se saindo bem economicamente. Eu não tenho nenhum problema com isso.Mas se eles não agem de acordo com as normas internacionais, então adivinhem? Isso não vai – isso só não vai acontecer conosco, não vai acontecer com outras nações. E ele meio que falou sobre isso – não foi, hoje? – sobre como é necessário chegar a outros países para investir na Rússia. Eles não o farão enquanto estiverem convencidos de que, de fato, as violações -Por exemplo, o empresário americano que estava em prisão domiciliar. E eu indiquei: “Você quer fazer com que as empresas americanas invistam? Deixe ele ir. Mude a dinâmica. ” Porque os empresários americanos não estão – eles não estão prontos para aparecer. Eles não querem ficar em Moscou.Quer dizer, eu – olhe, pessoal, eu sei que fazemos política externa para ser essa grande, grande habilidade que de alguma forma é, como um código secreto. Prática – toda política externa é, é uma extensão lógica das relações pessoais. É a maneira como a natureza humana funciona.E entenda, quando você dirige um país que não cumpre as normas internacionais, e ainda assim você precisa que essas normas internacionais sejam de alguma forma administradas para que você possa participar dos benefícios que fluem delas, isso te machuca. Essa não é uma resposta satisfatória: “Biden disse que invadiria a Rússia”. Você sabe, não é – você sabe. A propósito, isso foi uma piada. Isso não é verdade.Mas meu ponto genérico é, é – é mais complicado do que isso.David Sanger. Eu pensei ter visto David. Ali está ele.

P Obrigado, Sr. Presidente. Na preparação para esta discussão, tem-se falado muito sobre os dois países entrarem em uma Guerra Fria. E eu estou me perguntando se você emergiu de alguma coisa na discussão que o fez pensar que ele –

JOE BIDEN: Com sua permissão, vou tirar meu casaco. O sol está quente.

P – algo que o faça pensar que o Sr. Putin decidiu se afastar de seu papel fundamental como um desregulador, particularmente um desregulador da OTAN e dos Estados Unidos? E se eu também pudesse acompanhar sua descrição de como você deu a ele uma lista de infraestrutura crítica nos Estados Unidos. Você deixou bem claro qual seria a penalidade por interferir nessa infraestrutura crítica? Você deixou isso vago? Ele respondeu de alguma forma a isso?

JOE BIDEN: Deixe-me responder à sua primeira – bem, vou fazer a segunda pergunta, primeiro.Eu disse a ele que temos uma capacidade cibernética significativa. E ele sabe disso. Ele não sabe exatamente o que é, mas é significativo. E se, de fato, eles violarem essas normas básicas, responderemos com o cyber. Ele sabe.Q No modo cibernético.

JOE BIDEN: Do jeito cibernético.Número dois, eu – eu acho que a última coisa que ele deseja agora é uma Guerra Fria. Sem citá-lo – o que não acho apropriado – deixe-me fazer uma pergunta retórica: Você tem uma fronteira de vários mil quilômetros com a China. A China está avançando, decidida a fazer eleições, como dizem, buscando ser a economia mais poderosa do mundo e o maior e mais poderoso exército do mundo.Você está em uma situação em que sua economia está passando por dificuldades, você precisa movê-la de uma forma mais agressiva, em termos de crescimento. E você – eu não acho que ele está procurando uma Guerra Fria com os Estados Unidos. Eu não acho que seja sobre – como eu disse a ele, eu disse: “Sua geração e a minha têm cerca de 10 anos de diferença. Este não é um momento ‘kumbaya’, como você costumava dizer nos anos 60 nos Estados Unidos, tipo, ‘Vamos nos abraçar e amar.’ Mas claramente não é do interesse de ninguém – do seu país ou do meu – estarmos em uma situação em que estamos em uma nova Guerra Fria. ” E eu realmente acredito que ele pensa isso – ele entende isso.Mas isso não significa que ele está pronto para, citando, figurativamente falando, “depor as armas” e dizer: “Vamos lá”. Ele ainda, acredito, está preocupado em ser, cito, “cercado”. Ele ainda está preocupado que nós, de fato, estejamos tentando derrubá-lo, etc. Ele ainda tem essas preocupações, mas não acho que sejam a força motriz do tipo de relacionamento que ele procura com os Estados Unidos.

Jennifer. Jennifer Jacobs.

P Obrigado, Sr. Presidente. Existe uma razão particular pela qual a cúpula durou apenas cerca de três horas? Sabemos que você reservou de quatro a cinco horas. Houve alguma razão para que fosse mais curto?Além disso, o presidente Putin disse que não houve ameaças ou táticas de intimidação. Você concorda com essa avaliação, de que não houve ameaças ou táticas de intimidação?

JOE BIDEN: Sim.

P E também, você mencionou o Afeganistão e a retirada segura das tropas?

JOE BIDEN: Sim. Sim, sim e sim. Deixe-me voltar à primeira parte.O motivo pelo qual não demorou mais é: quando foi a última vez que dois chefes de Estado passaram mais de duas horas conversando diretamente sobre uma mesa, entrando em detalhes excruciantes? Você pode saber de uma época; Eu não. Não consigo pensar em nenhum.Portanto, não precisamos, ao passar, quando trouxemos o grupo maior – nossa defesa, nossa inteligência e nosso exterior – bem, nosso – meu ministro das Relações Exteriores – não era o ministro das Relações Exteriores – meu secretário de Estado era comigo o tempo todo – nosso embaixador etc. Trouxemos todo mundo. Tínhamos bastante cobertura, muita. E então houve um resumo feito por ele e por mim do que cobrimos. Lavrov e Blinken conversaram sobre o que havíamos coberto. Levantamos coisas que exigiam mais amplificação ou garantimos que não houvesse mal-entendidos. E – e assim foi – foi – tipo, depois de duas horas lá, olhamos um para o outro como, “Ok, o que vem a seguir?”O que vai acontecer a seguir é que seremos capazes de olhar para trás – olhar para a frente em três a seis meses e dizer: “As coisas que combinamos em sentar e tentar resolver, funcionou? Será que estamos – estamos mais perto de um grande progresso e conversas estratégicas de estabilidade? Estamos mais adiantados em termos de avançar ”- e descendo a linha. Esse vai ser o teste. Não estou sentado aqui dizendo porque o presidente e eu concordamos que faríamos essas coisas, que de repente, vai funcionar. Eu não estou dizendo isso. O que estou dizendo é que acho que há uma perspectiva genuína de melhorar significativamente as relações entre nossos dois países, sem abrirmos mão de uma coisa única e solitária baseada em princípios e / ou valores.

P Não houve ameaças emitidas?

JOE BIDEN: Não, não, não. Não. Não houve ameaças. Houve – na verdade, ouvi que ele citou minha mãe e outras pessoas hoje. Houve – foi muito, como dizemos – o que vai chocar vocês, vindo de mim – um tanto coloquial. E conversamos sobre coisas básicas, básicas e fundamentais. Houve um – foi – e você sabe como eu sou: eu explico as coisas com base em uma base pessoal. “O que acontece se”, por exemplo. E assim, não há ameaças, apenas simples afirmações feitas. E não “Bem, se você fizer isso, então faremos isso” – não foi nada do que eu disse. Estava apenas deixando-o saber onde eu estava; o que pensei que poderíamos realizar juntos; e o que, de fato – se fosse – se houvesse violações da soberania americana, o que faríamos.

P Você pode compartilhar o que perguntou a ele sobre o Afeganistão? Qual foi o seu pedido específico para o Afeganistão e as tropas dos EUA?

JOE BIDEN: Não, ele nos perguntou sobre o Afeganistão. Ele disse que espera que possamos manter um pouco de paz e segurança, e eu disse: “Isso tem muito a ver com você”. Ele indicou que estava preparado para, citando, “ajudar” no Afeganistão – não vou entrar em detalhes agora; e ajuda no – no Irã; e ajudar – e, em troca, dissemos a ele o que queríamos fazer em relação a trazer alguma estabilidade e segurança econômica ou física para o povo da Síria e da Líbia. Então, nós tivemos essas discussões.

Yamiche.Muito obrigado, Sr. Presidente. Você disse que não fez nenhuma ameaça. Houve algum ultimato feito quando se trata de ransomware? E como você medirá o sucesso, especialmente no que se refere a esses grupos de trabalho sobre interferência na Rússia e segurança cibernética?

JOE BIDEN: Bem, vai ser muito fácil. Eles também – por exemplo, em segurança cibernética, vamos descobrir onde eles vão tomar medidas contra criminosos de ransomware em território russo? Eles não fizeram isso. Eu não acho que eles planejaram isso, neste caso. E eles – eles vão agir? Nós vamos descobrir.Vamos nos comprometer – o que podemos nos comprometer para agir em termos de qualquer coisa que afete a violação das normas internacionais que afete negativamente a Rússia? O que vamos concordar em fazer? E então, acho que temos oportunidades reais de – de nos movermos. E acho que uma das coisas que percebi quando tivemos a reunião maior é que as pessoas muito, muito bem informadas começaram a pensar: “Sabe, isso pode ser um problema real”. O que aconteceria se aquele grupo de ransomware estivesse na Flórida ou Maine e agisse, como eu disse, em sua – sua única tábua de salvação para sua economia: o petróleo? Isso seria devastador. E eles são como – você pode vê-los dizer, “Oh, nós fazemos isso”, mas como, “Uau”. Portanto, é do interesse de todos que essas coisas sejam postas em prática. Veremos, porém, o que acontece com esses grupos que montamos.

P Posso fazer uma pergunta de acompanhamento rápida?

JOE BIDEN: (Ri.) O terceiro, sim. Vá em frente.

P Sr. presidente, quando o presidente Putin foi questionado hoje sobre os direitos humanos, ele disse que o motivo pelo qual está reprimindo os líderes da oposição é porque não quer que algo como o dia 6 de janeiro aconteça na Rússia. E ele também disse que não quer ver grupos formados como o Black Lives Matter. Qual é a sua resposta a isso, por favor?

JOE BIDEN: (Risos.) Minha resposta é o que eu comuniquei – que acho que é uma – que é uma comparação ridícula. Uma coisa é literalmente os criminosos romperem o cordão, entrarem no Capitólio, matarem um policial e serem considerados irresponsáveis do que as pessoas que se opõem e marcham sobre o Capitol e dizem: “Você não está me permitindo falar livremente. Você não está me permitindo fazer A, B, C ou D. ”E então, eles são critérios muito diferentes.Steve.

Steve Holland, Reuters.

P Presidente – desculpe – o presidente Putin disse que estava satisfeito com a resposta sobre seu comentário sobre ele ser um “assassino”. Você poderia nos dar o seu lado sobre isso? O que você disse para ele?

JOE BIDEN: Ele está satisfeito. Por que eu tocaria no assunto novamente? (Risos)

P E agora que você falou com ele, você acredita que pode confiar nele?

JOE BIDEN: Veja, não se trata de confiança; trata-se de interesse próprio e verificação de interesse próprio. É disso que se trata. Então, eu – praticamente quase – quase qualquer pessoa com quem eu faria um acordo que afetasse os interesses do povo americano, não digo: “Bem, eu confio em você. Sem problemas.” Vamos ver o que acontece. Você sabe, como diz aquela velha expressão, “A prova do pudim está em comê-lo.” Saberemos em breve.

Igor, Rádio Europa Livre e Rádio Liberdade.

P. Olá, Sr. Presidente. Olá, Sr. Presidente –

JOE BIDEN: Você quer sair da sombra? Você não pode – você pode ver?

P Obrigado. Sim. Yeah, yeah. (Risada.)

JOE BIDEN: Tudo bem.

P. Sim. Então, eu acho que você sabe que ataques na sociedade civil e na imprensa livre continuam dentro da Rússia.

JOE BIDEN: Sim.

P. Por exemplo, Radio Free Europe –

JOE BIDEN: Sim.

P.- Rádio Liberdade; Voice of America; O canal de TV Current Time, onde trabalho, são agentes estrangeiros de marca – e vários outros meios de comunicação independentes. Portanto, estamos essencialmente sendo forçados a sair da Rússia 30 anos depois que o presidente Yeltsin nos convidou para entrar.Minha pergunta é: depois de suas conversas com o presidente Putin, até que ponto você acha que ele está interessado em melhorar o clima da mídia na Rússia?

JOE BIDEN: Eu não diria assim, em termos de melhoria do clima. Eu diria, de fato, quanto interesse ele tem em polir a reputação da Rússia que não é – é visto como não sendo contrário aos princípios democráticos e à liberdade de expressão.Esse é um julgamento que não posso fazer. Não sei. Mas não é porque eu acho que ele – ele está interessado em mudar a natureza de uma sociedade fechada ou as ações de um governo fechado em relação ao que ele pensa ser o direito do governo de fazer o que faz; é uma abordagem muito diferente. E, você sabe, há algumas biografias realmente boas- – eu disse a ele que li algumas – li quase tudo que ele escreveu e os discursos que ele fez. E – e eu li algumas biografias muito boas, que muitos de vocês também têm. E acho que mostrei a ele que a Rússia teve uma oportunidade – aquele breve momento brilhante depois de Gorbachev e depois que as coisas começaram a mudar drasticamente – de realmente gerar um governo democrático. Mas o que aconteceu foi que falhou e houve uma grande corrida entre os intelectuais russos para determinar que forma de governo eles escolheriam e como a escolheriam. E com base no que acredito, o Sr. Putin decidiu que a Rússia sempre foi uma grande potência internacional quando foi totalmente unida como um estado russo, não com base na ideologia – seja voltando ao czar e ao comissário, direto à – a revolução – a Revolução Russa, e para onde eles estão hoje. E acho que está claro para mim – e eu já disse – que ele decidiu que o caminho para a Rússia ser capaz de se sustentar como uma grande – citação, “grande potência” é de fato unir o povo russo apenas na força do governo – o governo controla – não necessariamente ideologicamente, mas o governo. E eu acho que essa – essa é a escolha que foi feita. Eu acho que – eu – não vou questionar se poderia ter sido fundamentalmente diferente. Mas eu realmente acho que não se presta à Rússia se manter como uma das grandes potências do mundo.

P. Senhor, mais uma pergunta – Mais uma sobre o COVID – o COVID-19, Sr. Presidente –

P Senhor, podemos fazer mais uma pergunta, por favor, senhor? Obrigado, senhor. A resposta militar alguma vez surgiu nesta conversa hoje? Você fez isso – em termos das linhas vermelhas que você definiu, a resposta militar é uma opção para um ataque de ransomware? E o presidente Putin o chamou, em sua entrevista coletiva, de uma “pessoa experiente”. Você disse a ele que ele não tinha alma. Você agora tem uma compreensão mais profunda dele após esta reunião?

JOE BIDEN: Obrigado. Muito obrigado.

Q Sr. Presidente –

Q Mas sobre os militares – resposta militar, senhor?

JOE BIDEN: Não, não falamos sobre a resposta militar.

P No espírito, Sr. Presidente, de você dizer que não há substituto para o diálogo face a face, e também com o que você disse na OTAN de que os maiores problemas agora são a Rússia e a China – você falou muitas vezes sobre como você talvez tenha passado mais tempo com o presidente Xi do que com qualquer outro líder mundial. Então, chegará um momento em que você poderá chamá-lo de velho amigo para velho amigo e pedir-lhe para abrir a China para os investigadores da Organização Mundial de Saúde que estão tentando descobrir o que é o COVID-19?

JOE BIDEN: Vamos esclarecer uma coisa. Nós nos conhecemos bem; não somos velhos amigos. É puro negócio.

P Então, eu acho que minha pergunta é que você disse que iria pressionar a China. Você assinou o comunicado do G7 que dizia que você – o G7 estava pedindo à China que se abrisse para permitir a entrada dos investigadores. Mas a China basicamente diz que não quer mais sofrer interferências. Então o que acontece agora?

JOE BIDEN: O impacto – a atitude do mundo em relação à China à medida que ela se desenvolve. A China está se esforçando muito para se projetar como uma nação responsável e – e muito, muito aberta; que estão se esforçando muito para falar sobre como estão tomando e ajudando o mundo em termos de COVID-19 e vacinas. E eles estão se esforçando muito. Veja, certas coisas você não precisa explicar para as pessoas do mundo. Eles veem os resultados. A China está realmente tentando chegar ao fundo disso? Uma coisa que discutimos, como eu disse a vocês, na UE e no G7 e com a OTAN: o que deveríamos estar fazendo e o que farei um esforço para fazer é reunir o mundo para trabalhar no que ser o mecanismo físico disponível para detectar, no início, a próxima pandemia e ter um mecanismo pelo qual possamos responder a ela e responder a ela precocemente. Isso vai acontecer. Isso vai acontecer. E precisamos fazer isso.

Obrigada.P Algum progresso nos americanos detidos, senhor?

P O que Putin disse sobre Paul Whelan e Trevor Reed?

P Senhor, o que diria às famílias dos americanos detidos?

P Presidente Biden, por que você está tão confiante na Rússia –

JOE BIDEN: Tenho esperança pelas famílias dos americanos detidos.

Q Diga novamente; nós não podemos te ouvir.

JOE BIDEN: Eu disse que as famílias dos americanos detidos apareceram e conversamos sobre o assunto. Vamos prosseguir com essa discussão. Eu estou – eu não vou desistir dessa questão.

P Por que você está tão confiante de que ele mudará seu comportamento, Sr. Presidente?

JOE BIDEN: Não tenho certeza de que ele mudará seu comportamento. Onde diabos – o que você faz o tempo todo? Quando eu disse que estava confiante? Eu disse –

P Você disse que nos próximos seis meses será capaz de determinar –

JOE BIDEN: Eu disse – o que eu disse foi – vamos deixar isso claro. Eu disse: O que mudará o comportamento deles é se o resto do mundo reagir a eles e diminuir sua posição no mundo. Não tenho certeza de nada; Estou apenas afirmando um fato.

P Mas, dado que seu comportamento anterior não mudou e, naquela entrevista coletiva, depois de se sentar com você por várias horas, ele negou qualquer envolvimento em ataques cibernéticos; ele minimizou os abusos dos direitos humanos; ele até se recusou a dizer o nome de Aleksey Navalny. Então, como isso representa uma reunião construtiva, como o presidente – presidente Putin a estruturou?

O PRESIDENTE: Se você não entende isso, está no negócio errado.Obrigado.

The Essential Saker IV: a agonia do narcisismo messiânico em mil cortes

Categorias
Sem categoria

SEGREDOS SUJOS E ESCUROS DO DIA D DA FRANÇA, 6 DE JUNHO DE 1944 (Revidando contra a história revisionista!)15 de junho de 2021

https://www.greanvillepost.com/2021/06/15/dirty-dark-secrets-of-d-day-france-6-june-1944-pushing-back-against-revisionist-history/

Categorias
Sem categoria

http://thesaker.is/the-real-b3w-nato-agenda/

A verdadeira agenda B3W-NATO | The Vineyard of the Saker
Por Pepe Escobar com permissão e publicado pela primeira vez no Asia Times

O oeste é o melhor O oeste é o melhor Venha aqui e nós faremos o resto
Jim Morrison, The End

Para aqueles que foram poupados da provação de vasculhar o comunicado da cúpula da OTAN , aqui está um resumo conciso: a Rússia é uma “ameaça aguda” e a China é um “desafio sistêmico”.

A OTAN, é claro, é apenas um bando de crianças inocentes construindo castelos em uma caixa de areia.Aqueles eram os dias em que Lord Hastings Lionel Ismay,
O primeiro secretário-geral da OTAN cunhou o propósito transatlântico: “manter a União Soviética fora, os americanos dentro e os alemães abaixo”.

O remix do Raging Twenties diz “mantenha os americanos dentro, a UE abaixo e Rússia-China contida”.
Portanto, a organização do Atlântico Norte (mina em itálico) agora se mudou para toda a Eurásia, lutando contra o que descreve como “ameaças do leste”. Bem, isso é um passo além do Afeganistão – a intersecção da Ásia Central e do Sul – onde a OTAN foi humilhada sem cerimônia por um bando de pashtuns com Kalashnikovs.

A Rússia continua sendo a principal ameaça – mencionada 63 vezes no comunicado. O atual principal chihuahua da OTAN, Jens Stoltenberg, diz que a OTAN não vai simplesmente “espelhar” a Rússia: vai, de fato, gastá-la e cercá-la com várias formações de batalha, já que “agora implementamos os maiores reforços de nossa defesa coletiva desde o fim do Frio Guerra”.O comunicado é inflexível: a única forma de gastos militares é aumentando. Contexto: o orçamento total de “defesa” dos 30 membros da OTAN crescerá 4,1% em 2021, atingindo o espantoso $ 1,049 trilhão ($ 726 bilhões dos EUA, $ 323 bilhões de aliados diversos).Afinal, abundam as “ameaças do Oriente”. Da Rússia, existem todas aquelas armas hipersônicas que confundem os generais da OTAN; aqueles exercícios em grande escala perto das fronteiras dos membros da OTAN; constantes violações do espaço aéreo; integração militar com aquele “ditador” na Bielo-Rússia.Quanto às ameaças da China – Mar da China Meridional, Taiwan, o Indo-Pacífico em geral – cabia ao G7 apresentar um plano.
Digite “verde”, “inclusivo”, Build Back Better World (B3W) , anunciado como a “alternativa” ocidental para a Belt and Road Initiative (BRI). A B3W respeita “nossos valores” – que o palhaço do PM britânico Boris Johnson não pôde deixar de descrever como construir infraestrutura de uma forma mais “neutra em termos de gênero” ou “feminina” – e, mais adiante, removerá os bens produzidos com trabalho forçado (código para Xinjiang) das cadeias de abastecimento.

A Casa Branca tem sua própria abordagem B3W : é uma “parceria de infraestrutura transparente, de alto padrão e voltada para valores” que “mobilizará capital do setor privado em quatro áreas de foco – clima, saúde e segurança em saúde, tecnologia digital, e igualdade de gênero – com investimentos catalíticos de nossas respectivas instituições de desenvolvimento ”

Os “investimentos catalíticos” iniciais para BW3 foram estimados em US $ 100 bilhões. Ninguém sabe como esses recursos virão das “instituições de desenvolvimento”.Observadores experientes do Sul Global já apostam que serão essencialmente fornecidos por empréstimos “verdes” do FMI / Banco Mundial vinculados a investimentos do setor privado em mercados emergentes selecionados, com vistas ao lucro. A Casa Branca afirma que “o B3W terá um escopo global, desde a América Latina e o Caribe até a África e o Indo-Pacífico”. Observe a tentativa flagrante de igualar o alcance do BRI. Todos esses recursos “verdes” e novas cadeias logísticas financiadas pelo que será uma variante dos bancos centrais despejando dinheiro de helicópteros acabariam por beneficiar os membros do G7, certamente não a China.
E o “protetor” desses novos corredores geoestratégicos “verdes” será – quem mais? – NATO. Essa é a consequência natural do “alcance global” enfatizado na agenda da OTAN para 2030 .

OTAN como protetor de investimentos
Esquemas de infraestrutura “alternativa” já proliferam, voltados para conter a “intimidação da Rússia” e a “intromissão chinesa” da UE. É o caso da Iniciativa dos Três Mares , em que 12 estados-membros da UE da Europa Oriental devem interconectar melhor o Adriático, o Báltico e o Mar Negro.

Esta iniciativa é uma cópia pálida do mecanismo 17 + 1 da China de integração da Europa Oriental como parte do BRI – neste caso, forçando-os a construir uma infraestrutura muito cara para receber importações de energia americanas muito caras. A ofensiva contra as “ameaças do Oriente” está fadada ao fracasso.
Dmitry Orlov detalhou como “a Rússia se destaca na construção e operação de enormes sistemas de produção de energia, transporte e materiais” e, em paralelo, como “a tecnosfera … silenciosamente se mudou e agora está trabalhando em teletrabalho entre Moscou e Pequim”.

Como todo geek sabe, a China está muito à frente em 5G e é o maior mercado mundial de chips. E agora a Lei de Sanções Anti-Estrangeiras – significativamente aprovada antes do G7 na Cornualha – vai “salvaguardar” as empresas chinesas de “medidas unilaterais e discriminatórias impostas por países estrangeiros” e da “jurisdição de braço longo” dos EUA, forçando assim o capital atlantista a fazer uma escolha .

É a China como potência global em ascensão que de fato propôs uma “alternativa” ao Sul Global em primeiro lugar, um contra-ataque à interminável armadilha da dívida do FMI / Banco Mundial das últimas décadas. O BRI é uma estratégia de comércio / investimento de desenvolvimento sustentável altamente complexa com potencial para integrar vastas áreas do Sul Global.
Essa é uma conexão direta com a famosa teoria do presidente Mao sobre a divisão dos Três Mundos ; a ênfase então no Movimento Não-Alinhado pós-colonial (NAM), do qual a China foi um forte, agora abrange todo o Sul Global. No fundo, trata-se sempre de soberania contra o neocolonialismo.

B3W é a reação ocidental, essencialmente americana, ao BRI: tente destruir o máximo de projetos possível enquanto assedia a China 24 horas por dia, 7 dias por semana no processo. Ao contrário da China ou da Alemanha, os EUA dificilmente fabricam produtos que o Sul Global deseja comprar; a manufatura responde por apenas 5% da economia dos Estados Unidos, essencialmente sustentada pelo dólar dos Estados Unidos como moeda de reserva e pelo – decrescente – Império de Bases do Pentágono. A China produz cem engenheiros de primeira linha para cada “especialista financeiro” dos Estados Unidos. A China aperfeiçoou o que é conhecido entre os especialistas bilíngues em tecnologia como um sistema eficaz para fazer planos de desenvolvimento SMART (específicos, mensuráveis, realizáveis, relevantes e com prazo determinado) – e implementá-los. A noção de que o Sul Global será convencido a privilegiar o B3W – um golpe de relações públicas vazio, na melhor das hipóteses – sobre o BRI é ridícula. No entanto, a OTAN será arregimentada para proteger ativamente os investimentos que seguem os “nossos valores”. Uma coisa é certa: haverá sangue.

The Essential Saker IV: a agonia do narcisismo messiânico em mil cortes

The Essential Saker IV: a agonia do narcisismo messiânico em mil cortes