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O “nosso” Gato de Schrödinger web

O “nosso” Gato de Schrödinger é o seguinte:

Em um tempo indeterminado (dias? Horas? Um pouco mais?) poderá aparecer, em um artigo-bomba – da Thaís Oyama? Na Piauí? De alguém acima de qualquer suspeita no Estadão? -, os detalhes da história de como um grupo de generais – Heleno + Mourão + VB + Alguém da ativa + Marinha e/ou FAB, + alguém da “dissidência” – IMPEDIRAM Bolsonaro de dar um golpe.

O “artigo” será recheado de “efeitos de verossimilhança”, tais como os que já foram publicados antes: a descrição de telefonemas em madrugadas, reuniões a portas fechadas, com detalhes como o pijama que alguém estava usando ou qual tipo de chá tomou, o que tinha jantado na noite anterior. Mas, de novo, não vai declarar quem foi a “fonte”, para aumentar ainda mais o piti geral.

Nesse artigo se mostrará como Bolsonaro engatilhou um grupo de fiéis seguidores militares & afins a usar a força para prender Barroso e fechar o STF. Provavelmente vai expor o nome de uns 2 ou 3 coronéis ou generais, desses que já incomodam, e um número indeterminado entre praças e oficiais aleatórios. Nada muito grande, mas o suficiente para assustar.

E, finalmente, a desmobilização disso terá partido de um núcleo, com Heleno e Mourão + 1 personagem chave (Braga Netto? Este é a incógnita que vai ser usada para calibrar o drama, para um lado ou para o outro; provavelmente terá o Comandante do EB no meio, reafirmando assim a ideia de “instituição de Estado, não de Governo”), e mostrando que dissuadiram os “golpistas” ao afirmar que a maioria da tropa não embarcaria nessa “aventura”, e que “haveria sangue”. Para isso esse núcleo contaria com uma central de notáveis – aqueles que mencionei acima. É essencial que se dê um senso de hierarquia e que se reafirme que na hora H general está acima de capitão, invertendo o “padrão Pazuello” e deixando todo mundo aliviado.

E por que Barroso? Porque é em cima dele que se legitimará o discurso de que a salvação da lavoura será conduzida pela 3a via. Ele estará na posição das “instituições”, mas que no final serão “garantidas” pela “instituição das instituições”. Não podemos esquecer duas coisas: 1) Barroso é o paladino do lavajatismo; 2) no seu voto sobre a suspeição de Moro só faltou ele chamar o Ex-presidente de “meliante”. Essa história de Bolsonaro (de que Barroso articula um plano para eleger Lula) é ao mesmo tempo diversionismo para “colorir” esse teatro (de operações), reafirmando o desenho de que tudo se trata, afinal, de 2022; e apagamento de digital de 2018, quando a Lava-Jato (& Cia) pavimentou o caminho de… Bolsonaro… E porque isso já está solidificado pela noção de que o problema todo foi causado pela operação surrealista que foi criada com a história da impressão do voto. Isso tudo é a forma ampliada do mesmo truque de sempre: Bolsonaro joga uma pauta impossível para depois dizer que estão sabotando ele.

No dia que esse artigo sair vai ter histeria. A Globonews vai ficar o dia inteiro falando em impeachment, crise, etc., entrevistando 200 deputados/as e senadores/as, e cientistas políticos escolhidos a dedo. Os jornais vão procurar os especialistas que vão referendar a noção de que as Forças Armadas estão do lado da Constituição. A coisa vai se adensar a ponto de parecer que Mourão terá a chave da caixa do Gato de Schrödinger na mão, e que no fim ele vai determinar se o gato está vivo ou morto.


#Pieronofacebook
03.ago

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