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CANAL “Piero Leirner”: contra-efetuação da GUERRA HÍBRIDA:

CANAL “Piero Leirner”: contra-efetuação da GUERRA HÍBRIDA:
Alguns dados adicionais aos que o Moon of Alabama (MOA) coloca no artigo “U.S. Takes Down Israeli Spy Software Company” (“EUA derrubam empresa israelense de software espião”):

https://www.moonofalabama.org/2021/07/us-takes-down-israeli-spy-software-company.html

Para quem não viu, trata-se de um vazamento de lista com 50k telefones hackeados pelo Pegasus, sistema que o nosso clã doméstico esteve envolvido em tratativas. O negócio é de filme.

Pontos do artigo MOA:

– [A] NSO é uma das empresas israelenses que ‘monetiza’ o trabalho da unidade 8200 de inteligência militar de Israel. ‘Ex-membros’ da unidade 8200 passaram-se para a NSO, para produzir ferramentas de espionagem que, na sequência, foram vendidas a governos estrangeiros. O preço da licença está entre $7-8 milhões, por 50 telefones a serem vigiados. É negócio sombrio, mas lucrativo para a empresa e para o estado de Israel.

– Quem teria capacidade para listar 50 mil números de telefone, em lista que inclui pelo menos 1.000 nomes de pessoas que eram espionadas com o software da empresa NSO?

– Quem poderia ‘vazar’ essa lista para uma ou outra ONG e garantir que vários veículos da mídia ‘ocidental’ saltassem sobre os nomes listados?

– Quem tem interesse em derrubar a empresa NSO ou, no mínimo, dificultar consideravelmente seus negócios?

– Empresa concorrente, diria eu. E a única concorrente real nesse campo é a Agência de Segurança Nacional dos EUA [ing. USA National Security Agency].

– Os EUA frequentemente usam ‘inteligência’ como uma espécie de moeda diplomática que mantém outros países atrelados aos norte-americanos e dependentes. Se os sauditas forem obrigados a pedir que os EUA espionem alguém, torna-se muito mais fácil ‘influenciar’ os sauditas. E a NSO israelense está atrapalhando esse negócio.

– Edward Snowden, que foi funcionário e apoiador da NSA, mas vazou documentos porque queria que a agência não saísse do campo legal, está apoiando essa campanha.

Alguns pontos adicionais que pensei:

1) a relação entre EUA e Israel não é exatamente um “tão-e-somente” mar de rosas. Devemos nos lembrar que:
a) a China tem relações com Israel. Seu comércio cresceu 10X em 10 anos e ela investe pesado nessas empresas de tecnologia de Tel-Aviv. Parte dos empreiteiros de assentamentos israelenses na Cisjordânia é chinês, e a belt and road tem olhos para Israel;
b) há 10 anos os EUA tem botado empresas israelenses de defesa e tecnologia no cabresto. Em 2018 foi a vez da Elbit Imaging, subsidiária da Elbit com n tentáculos, cair no FCPA (Foreign Corrupt Practices Act, o mesmo que pegou Embraer, Odebrecht Petrobras).
c) a retaliação americana por enquanto: Amazon Web Services (AWS) fechou infraestrutura e contas linkadas ao Grupo NSO; Há anos a AWS sabe das atividades da NSO, que usa o CloudFront, rede de distribuição de conteúdo que pertence à Amazon;
d) ontem mesmo os EUA formalizaram a acusação à China de hackear a Microsoft. O argumento – pelo que li no Globo – é que 4 chineses integrariam uma “rede” que é fachada para o Estado chinês. NOTEM AQUI A DIFERENÇA DO PADRÃO.

2) Snowden: o artigo do MOA acha seu comportamento “estranho”. Esqueceu que ele guarda na manga seu seguro de vida, e fez junto com o experiente Greenwald um “limited hangout” no caso NSA. Tudo indica que aqui há outro, e que se a hipótese do artigo estiver certa – que a NSA derrubou a empresa israelense -, então só podemos concluir que Snowden está “renovando o visto” que mantém ele vivo lá na Rússia.

3) O custo dos hackeamentos era alto. O custo de uns 8 milhões de dólares para 50 telefones, algo assim, me parece alto demais para que fosse usado, por exemplo, com “ativistas de direitos humanos em Paris”. Se a lista tinha 50 mil telefones, então a empresa faturou US$ 8 bilhões? A NSO tem 2% do PIB de Israel? Vai ser esse o tombo que a Amazon vai provocar na economia israelense? Algo não fecha nessa conta. Somando tudo, a cara desse negócio é de que vazaram 50 mil para esconder 50 milhões. (continua 👇🏼)

Tudo aponta para o fato de que esse sistema entrava por debaixo do pano a “custo paraguaio”, e está espalhado no camelódromo paraestatal mundo afora. E que os EUA acharam interessante sequestrar a parada, aumentando a sua base de dados. A diferença no tratamento que se deu à China mostra que a “operação israelense” segue o padrão “irmão maior enquadra irmão menor”. Próximos passos deverão afetar as relações Israel-China? A RAND Corp acha que sim, já soltou o alarme ano passado.

PS: se de fato o atacado for exponencial em relação a esse montante exposto, fica claro que a “operação Carluxo” é mesmo o limited hangout dos “canais oficiais que fazem as compras paralelas”. Isto é, ele tapa o buraco por onde se veria a real infiltração. Essa ideia de “Abin paralela” sempre foi um pouco isso, nada diferente do uso corriqueiro do Presidente como para-raios que serve de biombo para nossa operação militar.



#Pieronofacebook
20.jul

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