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500 milhões de abelhas morreram no Sul e Sudeste do Brasil no começo de 2019

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500 milhões de abelhas morreram no Sul e Sudeste do Brasil no começo de 2019

Por , em 20.08.2019


Cerca de meio bilhão de abelhas morreram em quatro estados brasileiros nos primeiros meses de 2019, segundo estimativas de associações de apicultura, secretarias de agricultura e pesquisas de universidades, sendo que os dados foram reunidos pela Agência Pública e Repórter Brasil. A morte massiva é um sintoma de que alguma coisa vai muito mal nessas regiões.

A maioria dessas mortes foi registada no Rio Grande do Sul (400 milhões), seguida por Santa Catarina (50 milhões), Mato Grosso do Sul (45 milhões) e São Paulo (7 milhões). O Rio Grande do Sul é o maior produtor apícola do país, com produção de mais de 6 mil toneladas por safra, o que representa 15% do total produzido no Brasil.

O apicultor Aldo Machado contou ao Bloomberg que a morte foi rápida em suas colmeias de Apis mellifera. Menos de 48 horas depois dos primeiros sinais de intoxicação, milhares estavam caídas ao chão, formando montes de corpos.

“Assim que as abelhas saudáveis começaram a retirar as abelhas que estavam morrendo das colmeias, elas se contaminaram. Começaram a morrer em massa”, diz Machado, que também é vice-presidente da associação de apicultores do Rio Grande do Sul.

Isso representa uma tragédia para os produtores de mel e para o meio ambiente da região. A onda de mortes registradas no Brasil entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019 representou um prejuízo de 150 toneladas de mel.

O engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Aroni Sattler, é especialista em abelhas e realiza pesquisas sobre a morte delas desde 1973. Ele afirmou à Agência Pública que nos últimos dez anos tem aumentado drasticamente a morte de abelhas sem sinal de doenças. Essa morte em massa levanta sinais de alerta em relação aos pesticidas usados na agricultura do Brasil.

A maioria das abelhas mortas apresentou resquícios de Fipronil, um inseticida banido na União Europeia há mais de 10 anos e classificado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos como um possível carcinogênico humano. Como é inseticida, ele também mata as abelhas.

Uma pesquisa de 2018 realizada pelo laboratório privado Bioensaios mostrou que 80% das abelhas que morreram no Rio Grande do Sul tiveram contato com o Fipronil antes de morrer.

Relaxamento do uso de pesticidas

O uso de agrotóxicos no Brasil aumentou 700% de 1990 a 2016, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

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